A FRUSTRAÇÃO DE D. ZILDA

Rubéns Nóbrega

Jornal da Paraíba

Na missa de 30° dia pós-falecimento de Dona Zilda Soares de Oliveira, ontem, na Capital, familiares e amigos lamentaram muito o fato de ela ter morrido sem ver realizado o seu último desejo: uma escola no município de João Pessoa com o nome do Maestro Joaquim Pereira, de quem era viúva.

Tanto que ela e a família pediram ao prefeito Luciano Agra! Mas o alcaide ignorou, sobretudo uma lei aprovada há mais de dez anos pela Câmara Municipal de João Pessoa, de autoria do então vereador Pedro Coutinho, autorizando o prefeito da Capital a homenagear daquela forma o Maestro Joaquim Pereira.

Em vez de atender a quem reivindicava a concretização de justíssimo reconhecimento, o Doutor Agra preteriu o grande arranjador e compositor paraibano, para, no lugar dele, atribuir a escolas recém construídas nomes de personalidades de evidência mais recente ou de figuras que nunca pisaram os pés na Paraíba.

Diante da lamentável atitude do prefeito, restou concordar, endossar e subscrever o comentário do cronista Pedro Marinho, genro de Dona Zilda e do Maestro, que escreveu dizendo assim:

–  A lei de Joaquim Pereira deve se encontrar em algum escaninho da Prefeitura, quem sabe aguardando que amanhã ou depois alguém que efetivamente conheça a nossa história e os seus vultos a transforme em realidade e o nome de Joaquim Pereira, um dos fundadores de nossa Orquestra Sinfônica e o seu segundo regente, passe a figurar no frontispício de algum dos nossos educandários, servindo assim de exemplo para as gerações futuras.

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