O MAESTRO INDEXADO

Rubens Nóbrega

Jornal da Paraíba 26.04.2011

O professor e jornalista Arael Menezes tevê o privilégio de conhecer o Maestro Joaquim Pereira, aquele que por lei deveria ser nome de escola em João Pessoa, mas não é porque o prefeito Luciano Agra não quer.

A propósito dessa inexplicável indexação (ou nem tanto?), Arael lembra Damásio Franca. O ex-prefeito da Capital dizia que a Paraíba, especialmente João Pessoa, “é profundamente ingrata com os seus filhos, muitas vezes até procurando desvanecê-los, quando brilham em outros pagos.

“Vez por outra se torna uma realidade maior, como é o caso levantado em sua coluna, verberando o esquecimento do maestro Joaquim Pereira, figura impar no cenário musical da Paraíba anterior aos anos 70, do século passado, junto com outros nomes como Rino Visanni, Olegário Mororó, Severino Araujo, Tenente Lucena e Nozinho (desculpe pelo apelido, pois a memória me traiu) complementa.

Arael conheceu Joaquim Pereira   ( ao tempo em que ele comandava como Mestre (este o título oficial) a Banda de Música do 15º Regimento de Infantaria (hoje 15º Batalhão de Infantaria Vidal de Negreiros). O professor também conviveu com os filhos do maestro, dentre os quais Josil, “que se fez cantor de radio, com destaque nos programas de auditório da Rádio Tabajara.

O professor recorda ainda que pouco antes de se incorporar ao Exército, como conscrito cumprindo  serviço militar, assistiu às despedidas do maestro promovido a um posto superior na sua carreira no Exército, foi feito Mestre da Banda da Academia Militar do Exército, em Agulhas Negras, para onde se mudou com a família.

“Vale lembrar também que ele foi um dos primeiros residentes do Jardim Miramar, para onde regressou quando aposentado (reformado) e onde recebia homenagens especiais de seus ex-conduzidos na Banda do 15º RI, que faziam uma alvorada, com retreta, em sua porta em todos os aniversários”, revela Arael.

Na coluna sobre o Maestro Joaquim Pereira, publicada na quarta-feira (20), esqueci de dizer que ele saiu ao pai: aos oito anos, lá em Caiçara, já era marceneiro dos bons e músico dos melhores, tal e qual seu José de Oliveira e Silva, que também atendia pelo nome de José Faustino.

Faltou dizer também que Joaquim Pereira  jamais tocou ‘forró de plástico’. Nem formou dupla sertaneja com seu ninguém, o que torna ainda mais estranho o veto ao seu nome por esse que é uma das pétalas mais vividas da Republica dos Girassóis.

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